Documentos expõem detalhes da morte de Jeffrey Epstein e revelam fotos inéditas

Documentos expõem detalhes da morte de Jeffrey Epstein e revelam fotos inéditas
Jeffrey Epstein

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Arquivos recentemente divulgados trazem fotos inéditas de Jeffrey Epstein após sua morte e relatórios sobre seu suicídio na prisão de Nova York.

A divulgação de uma nova leva de arquivos oficiais sobre o caso Jeffrey Epstein voltou a despertar atenção internacional — e controvérsia — após a liberação de detalhes sobre sua morte em 2019, incluindo imagens inéditas do corpo do financista em uma maca e relatórios post-mortem que constam nos documentos publicados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ).

Os materiais fazem parte de um vasto conjunto de registros, que incluem milhões de páginas, milhares de vídeos e dezenas de milhares de fotos, divulgados no final de janeiro como parte de uma exigência legal de transparência nos processos relacionados às investigações sobre os crimes de abuso e tráfico sexual atribuídos a Epstein.

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Fotos inéditas mostram corpo e cena na prisão

Entre os novos arquivos surgiram imagens que retratam o corpo de Jeffrey Epstein após sua morte, em uma tentativa de reanimação por parte de equipes médicas. Nelas, ele aparece deitado sobre uma maca, sem camisa e com roupas de prisioneiro, enquanto os paramédicos tentam realizar procedimentos de ressuscitação.

Outras fotos divulgadas mostram a cela de Epstein no Metropolitan Correctional Center, em Manhattan, com roupas de cama espalhadas e um pedaço de tecido laranja que teria sido usado por ele para se enforcar — o método que levou à sua morte, oficialmente considerada suicídio por enforcamento.

O conjunto também inclui radiografias e imagens de partes do corpo, como do osso hioide (na região do pescoço), que aparecem no material desclassificado e que foram analisados por peritos independentes para entender melhor as circunstâncias da morte.

Equipe médica tentando reanimar Jeffrey Epstein

Relatórios oficiais detalham falhas no monitoramento

Os documentos revelados trazem ainda relatórios internos do BOP (Departamento Federal de Prisões) e do FBI, que descrevem a descoberta do corpo de Epstein na manhã de 10 de agosto de 2019 e as falhas no sistema de vigilância e nas rondas obrigatórias dos agentes da prisão.

Segundo esses registros, o sistema eletrônico que deveria indicar a ocupação das celas chegou a mostrar três detentos quando Epstein estava sozinho, e seu colega de cela havia sido retirado no dia anterior — ações que contrariam os protocolos de vigilância intensiva exigidos para detentos sob risco de suicídio.

Os paramédicos declararam falha nas tentativas de reanimação e Epstein foi levado ao hospital onde sua morte foi oficialmente confirmada. A causa foi determinada como suicídio pelas autoridades que conduziram o exame, apesar de alguns investigadores independentes levantarem dúvidas pontuais sobre aspectos periciais.

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A liberação de milhões de páginas de arquivos faz parte do cumprimento da Epstein Files Transparency Act, uma lei norte-americana que obriga o Departamento de Justiça a divulgar todos os registros não sigilosos relacionados ao caso.

Embora a divulgação tenha sido interpretada como um passo importante para a transparência, parte do material já foi criticado por causa de erros de edição ou identificação incorreta de nomes nos documentos e até pela exposição de informações sensíveis.

Reportagens internacionais ressaltam que a divulgação completa vem acompanhada de grandes volumes de dados, o que torna difícil para jornalistas e analistas filtrar todas as informações relevantes. A expectativa é que, à medida que o material seja examinado mais detalhadamente, novos trechos e descobertas continuem surgindo nos próximos dias.

Os detalhes recém-tornados públicos sobre a morte de Epstein reforçam questões que já vinham sendo discutidas desde que ele morreu na prisão: o rigor dos protocolos de detenção para presos sob supervisão próxima, as falhas institucionais e a forma como as autoridades lidaram com os últimos dias do magnata condenado.

Apesar de a causa da morte ter sido oficialmente determinada como suicídio, a abundância de novos documentos e imagens tem alimentado debates e análises, inclusive sobre falhas humanas e processuais que cercaram esse episódio nos bastidores do sistema de justiça dos Estados Unidos — ainda que não sejam, por si só, prova de qualquer crime oculto ou conspiração maior.

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