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# Fim de pacto entre Rússia e EUA eleva risco de conflito e corrida armamentista
- URL: https://g7.news/fim-de-pacto-entre-russia-e-eua-eleva-risco-de-conflito-e-corrida-armamentista/
- Published: 2026-02-05T18:41:41.000Z
- Updated: 2026-02-05T18:41:41.000Z
- Author: Mateus Barreto
- Tags: Notícias

Expiração do tratado nuclear New START eleva temores de corrida armamentista; nove países têm armas nucleares e arsenal global segue perigoso.

O último tratado bilateral que limitava armas nucleares entre **Estados Unidos e Rússia**, o **New START**, expirou em **5 de fevereiro de 2026**, marcando o fim de mais de **50 anos de acordos de controle de armas estratégicas** entre as duas maiores potências atômicas do mundo. Com isso, desaparecem as restrições legais para o tamanho dos arsenais nucleares dessas nações, o que tem sido visto por especialistas como um golpe à estabilidade global e uma abertura para uma eventual **corrida armamentista**.

O tratado, assinado em 2010 e prorrogado uma vez, limitava cada lado a **1.550 ogivas nucleares estrategicamente implantadas**, com inspeções regulares e mecanismos de verificação que ajudaram a reduzir a tensão entre Moscou e Washington ao longo de décadas. Sua expiração sem um acordo sucessor coloca um ponto final nas restrições formais sobre os arsenais, uma situação que não ocorria desde o início da era de controle de armamentos na década de 1970.

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## O que mudou com o fim do New START

Com o fim do tratado, **Estados Unidos e Rússia deixam de estar juridicamente limitados quanto ao número de ogivas e mísseis nucleares** que podem manter — embora acordos multilaterais e políticas internas ainda influenciem decisões de cada país. A ausência de um mecanismo formal de inspeção e redução pode facilitar o desenvolvimento ou a modernização de arsenais por ambas as partes ou incentivar respostas simétricas, ampliando a competição estratégica.

Autoridades russas disseram que o país continua preparado para agir de forma “responsável” em termos estratégicos, mas também reforçaram que podem tomar medidas militares-técnicas para mitigar ameaças percebidas à segurança nacional. A proposta russa de estender voluntariamente os limites do tratado por um ano não recebeu resposta formal dos Estados Unidos antes do vencimento do pacto.

Especialistas alertam que a falta de restrições pode aumentar a pressão para que os países melhorem, modernizem ou aumentem seus arsenais como forma de dissuasão, o que, por sua vez, reforça as preocupações com **acidentes, mal-entendidos e erros de cálculo em tempos de tensão internacional**.

## Um novo cenário para a corrida nuclear

O fim do New START ocorre em um momento em que as tensões estratégicas já estavam em alta, especialmente após a guerra na Ucrânia e desacordos entre potências nucleares. A falta de um sucessor para o tratado pode ser interpretada como um sinal de que os mecanismos de controle multilateral estão enfraquecidos e que os principais estados com capacidade nuclear estão mais inclinados a enfatizar seus interesses de segurança nacional do que a cooperação global.

A comunidade internacional, incluindo governos e organizações como as Nações Unidas, expressou preocupação com a estabilidade estratégica global. O secretário-geral da ONU, **António Guterres**, classificou o momento como “grave” para a paz e a segurança mundiais, destacando que a ausência de limites oficiais em arsenais nucleares pode aumentar o risco de conflito atômico.

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## Países que possuem armas nucleares

A corrida armamentista não se limita apenas a EUA e Rússia. Atualmente, **nove países no mundo são conhecidos por possuir armas nucleares**, totalizando um arsenal estimado em mais de 12 mil ogivas. Entre eles estão:

- **Rússia e Estados Unidos** – os maiores arsenais nucleares, respondendo por cerca de 87% de todas as armas atômicas existentes.
- **China** – cerca de 600 ogivas nucleares e crescimento contínuo.
- **França e Reino Unido** – potências nucleares europeias com centenas de ogivas cada.
- **Índia e Paquistão** – arsenais menores, mas significativos e em expansão.
- **Israel** – arsenal estimado em cerca de 90 ogivas, embora não confirmado oficialmente.
- **Coreia do Norte** – desenvolvimento nuclear contínuo com um número estimado de até dezenas de ogivas.

Essa lista mostra que o poder nuclear permanece concentrado em poucas nações, mas sua existência e potencial expansão reforça o risco de tensões regionais se transformarem em crises globais.

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O fim do New START pode sinalizar o retorno a um **ambiente de competição nuclear sem limites formais** entre grandes potências, aumentando os riscos de mal-entendidos, escaladas e disputas estratégicas. Embora não signifique que um confronto nuclear seja inevitável no curto prazo, a ausência de mecanismos de controle dificulta a previsão de como essa dinâmica se desenvolverá nas próximas décadas.

Especialistas afirmam que, sem novos acordos multilaterais de controle de armas ou mecanismos efetivos de verificação, o mundo pode estar caminhando para um período de maior incerteza e risco, com potenciais implicações para a estabilidade global e para a segurança de países sem capacidade nuclear.