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# Glauber Braga vai registrar B.O. contra Hugo Motta após retirada à força da Mesa na Câmara
- URL: https://g7.news/glauber-braga-vai-registrar-b-o-contra-hugo-motta-apos-retirada-a-forca-da-mesa-na-camara/
- Published: 2025-12-10T06:25:07.000Z
- Updated: 2025-12-10T06:26:12.000Z
- Author: Mateus Barreto
- Tags: Notícias, #Import 2026-01-06 05:29

Glauber Braga acusa Hugo Motta de ordenar ação da Polícia Legislativa e anuncia boletim de ocorrência após ser retirado à força da presidência da Câmara.

Na noite desta terça-feira (9/12), o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) ocupou a cadeira da presidência da Câmara dos Deputados em protesto contra a decisão de pautar seu processo de cassação. Minutos depois, ele foi retirado à força por agentes da Polícia Legislativa, por ordem do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). 

Logo após o episódio, Glauber afirmou que registrará um boletim de ocorrência contra Hugo Motta, responsabilizando-o diretamente pela ação executada.

![](https://g7.news/content/images/2025/12/Glauber-Braga-e-retirado-a-forca-apos-ocupar-a-Mesa-Diretora-da-Camara-Metropoles--scaled.webp)

****Glauber Braga sendo retirado à força por agentes da Polícia Legislativa**

## As acusações de Braga

Glauber Braga afirma que a retirada forçada configura abuso de autoridade e violência institucional. Ele também denunciou que a imprensa presente no plenário foi sumariamente retirada e que a transmissão oficial foi cortada, medida que considera grave ataque à transparência dos trabalhos da Câmara. 

O deputado disse estar se dirigindo à 5ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal para formalizar a queixa e solicitar exame de corpo de delito, uma etapa necessária para comprovar eventuais lesões físicas. 

Braga descreveu a ação como “decidida por um desequilibrado” referindo-se a Hugo Motta e acusou o presidente da Câmara de agir com desproporcionalidade.

[Contrato milionário liga esposa de Moraes a banco Master.Documentos da PF mostram que o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes tinha contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master.![](https://g7.news/content/images/icon/Google-News-Logo-G7-1000x-1-91.png)Portal G7Mateus Barreto![](https://g7.news/content/images/thumbnail/viviane-3.jpg)](https://g7.news/revelado-contrato-milionario-de-banco-investigado-com-esposa-de-moraes/)

## Contexto: O que motivou o protesto

O protesto ocorreu no momento em que Motta decidiu pautar o processo de cassação do mandato de Braga, sob acusação de quebra de decoro parlamentar por agressão a um militante do MBL, em 2024\. 

Para Braga, a inclusão de seu processo num “pacote de cassações” que também atinge outros deputados como Carla Zambelli e Delegado Ramagem representa uma ofensiva política. Ele chegou a declarar que a remoção violenta foi uma tentativa de intimidação. 

De um lado, Hugo Motta afirmou que agiu para preservar a ordem e o funcionamento da Casa. Segundo ele, a ocupação da Mesa por Braga violou o regimento da Câmara e justificou a intervenção da Polícia Legislativa. 

Do outro, Braga e parlamentares aliados criticam o que definem como uso de força desproporcional, censura à imprensa e desrespeito à democracia interna da Casa. 

Deputadas da bancada do PSOL, como Sâmia Bonfim e Célia Xakriabá, também manifestaram a intenção de registrar queixas de agressão.

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Durante o episódio, a transmissão da sessão pela TV Câmara foi abruptamente desligada e profissionais de imprensa foram proibidos de acompanhar a retirada de Braga. A decisão provocou protestos de jornalistas e críticas de entidades de defesa da liberdade de informação.

## Investigação e pressão pública

Com o boletim de ocorrência, o caso poderá ser investigado pela Polícia Civil, com requisição de exame de corpo de delito, depoimentos e possíveis responsabilizações. A sociedade civil, partidos e imprensa devem exercer pressão por apuração rigorosa.

Também é possível que a disputa chegue ao Judiciário, se houver denúncias formais de abuso de autoridade, censura ou violação de direitos.

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A retirada forçada do deputado Glauber Braga da presidência da Câmara da forma como ocorreu e a imediata resposta com registro de boletim de ocorrência abrem um novo capítulo de crise institucional. O episódio expõe tensões profundas envolvendo poder, legitimidade, democracia interna e controle do aparato legislativo.

A sensação é de instabilidade no Congresso e o risco de que o conflito atual reverbere nas próximas votações e na relação entre poderes.