Guerra na Ucrânia gerou as maiores perdas militares da Rússia desde a Segunda Guerra

Guerra na Ucrânia gerou as maiores perdas militares da Rússia desde a Segunda Guerra
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Relatório aponta que guerra na Ucrânia deixou cerca de 1,2 milhão de baixas russas, maior número desde a Segunda Guerra, com impacto duradouro.

A guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022, deixou um rastro de destruição humana que supera, em termos de baixas militares, qualquer outro conflito em que a Rússia ou a antiga União Soviética esteve envolvida desde a Segunda Guerra Mundial. Um relatório divulgado esta semana por um centro de estudos norte-americano afirma que as forças russas sofreram estimadas 1,2 milhão de baixas — entre mortos, feridos e desaparecidos — no decorrer dos quase quatro anos de guerra, um número impressionante e com implicações profundas na dinâmica do conflito.

Segundo o Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), organização com sede em Washington, aproximadamente 325 mil soldados russos morreram no conflito até dezembro de 2025, superando os números de baixas de qualquer grande potência em conflitos pós-Segunda Guerra, incluindo guerras como a da Coreia e a do Vietnã. Já o total de baixas combinadas — de soldados mortos, feridos e desaparecidos — pode chegar a 1,8 milhão e possivelmente 2 milhões na primavera de 2026.

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Comparações históricas e impacto militar

Os dados do CSIS colocam em perspectiva o peso dessas perdas. Para se ter uma ideia, os Estados Unidos registraram cerca de 47 mil mortes durante a Guerra do Vietnã, e pouco mais de 50 mil na Guerra da Coreia — números que estão muito abaixo das estimativas atuais para a Rússia na Ucrânia. A análise do think tank aponta que parte desse elevado número de baixas se deve à estratégia russa, que tem avançado lentamente no terreno e enfrentado forte resistência ucraniana, apesar do tamanho numérico maior de suas forças.

Tais perdas também oferecem um olhar sobre a natureza prolongada e desgastante desse conflito. Fontes especializadas destacam que, entre os anos de 2024 e 2025, as tropas russas só conseguiram avançar apenas dezenas de metros por dia em suas ofensivas mais ativas. Esse ritmo lento no campo de batalha reforça a ideia de que os ganhos territoriais têm sido limitados em comparação com o custo humano e material para Moscou.

Estimativas ucranianas e limitações de dados

Do lado ucraniano, o relatório do CSIS estima que as forças militares também acumularam entre 500 mil e 600 mil baixas, incluindo entre 100 mil e 140 mil mortes de combatentes desde o início da invasão russa. Esses números incluem mortos, feridos e desaparecidos, e refletem a intensidade do confronto em diversos frontes ao longo dos últimos anos.

É importante lembrar, no entanto, que nenhum dos dois países tem divulgado oficialmente dados confiáveis e atualizados sobre suas perdas militares, e tanto Moscou quanto Kiev mantêm uma postura restrita sobre esse tipo de informação. A Rússia, por exemplo, refutou as estimativas do CSIS e afirmou que apenas seu Ministério da Defesa pode fornecer números oficiais, apesar de não o ter feito desde 2022. Já análises independentes e veículos internacionais conseguiram coletar dados que indicam que os números oficiais podem estar sendo subestimados.

Civis também sofrem

O impacto da guerra não se limita às baixas militares. Organizações internacionais, como a ONU, estimam que milhares de civis também morreram ou ficaram feridos ao longo dos últimos anos devido a ataques, bombardeios e destruição de infraestrutura crítica. O custo humano entre a população civil permanece difícil de quantificar com precisão, mas as agências que monitoram o conflito alertam para um sofrimento contínuo, com milhões de pessoas deslocadas interna e externamente em razão dos combates.

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Especialistas apontam que o prolongamento da guerra, combinado com perdas humanas tão significativas, tem transformado o cenário em uma guerra de atrito, na qual ambos os lados acumulam baixas sem ganhos territoriais decisivos. A Rússia, maior em tamanho e recursos, enfrenta forte resistência ucraniana apoiada por aliados ocidentais, enquanto Kiev luta para manter suas defesas e recuperar territórios ocupados.

Além disso, o conflito passou por fases distintas desde 2022, com variações táticas, introdução de novas tecnologias militares e envolvimento indireto de países que fornecem armas, treinamento ou suporte logístico a uma das partes. Esses fatores prolongam o combate e elevam o custo humano e material da guerra.

À medida que o conflito se aproxima de seu quarto ano completo, a comunidade internacional continua buscando maneiras de promover negociações de paz ou um cessar-fogo sustentável, embora as perspectivas permaneçam incertas. A magnitude das perdas russas e ucranianas levanta questões sobre a capacidade de ambos os países de sustentar um esforço de guerra prolongado sem consequências profundas para suas sociedades e economias.

O relatório do CSIS, por sua vez, reforça a percepção de que este conflito, além de devastador, tem produzido uma das maiores contagens de baixas em décadas, especialmente para a Rússia, cuja força militar histórica nunca havia registrado perdas nesse nível desde a Segunda Guerra Mundial.

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