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# Guerra na Ucrânia gerou as maiores perdas militares da Rússia desde a Segunda Guerra
- URL: https://g7.news/guerra-na-ucrania-gerou-as-maiores-perdas-militares-da-russia-desde-a-segunda-guerra/
- Published: 2026-01-28T19:14:36.000Z
- Updated: 2026-01-28T19:14:36.000Z
- Author: Mateus Barreto
- Tags: Notícias

Relatório aponta que guerra na Ucrânia deixou cerca de 1,2 milhão de baixas russas, maior número desde a Segunda Guerra, com impacto duradouro.

A guerra entre **Rússia e Ucrânia**, iniciada em fevereiro de 2022, deixou um rastro de destruição humana que supera, em termos de baixas militares, qualquer outro conflito em que a Rússia ou a antiga União Soviética esteve envolvida desde a **Segunda Guerra Mundial**. Um relatório divulgado esta semana por um centro de estudos norte-americano afirma que as forças russas sofreram **estimadas 1,2 milhão de baixas** — entre mortos, feridos e desaparecidos — no decorrer dos quase **quatro anos de guerra**, um número impressionante e com implicações profundas na dinâmica do conflito.

Segundo o **Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS)**, organização com sede em Washington, aproximadamente **325 mil soldados russos morreram no conflito até dezembro de 2025**, superando os números de baixas de qualquer grande potência em conflitos pós-Segunda Guerra, incluindo guerras como a da Coreia e a do Vietnã. Já o total de baixas combinadas — de soldados mortos, feridos e desaparecidos — pode chegar a **1,8 milhão e possivelmente 2 milhões na primavera de 2026**.

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### Comparações históricas e impacto militar

Os dados do CSIS colocam em perspectiva o peso dessas perdas. Para se ter uma ideia, os Estados Unidos registraram cerca de **47 mil mortes durante a Guerra do Vietnã**, e pouco mais de **50 mil na Guerra da Coreia** — números que estão muito abaixo das estimativas atuais para a Rússia na Ucrânia. A análise do think tank aponta que parte desse elevado número de baixas se deve à estratégia russa, que tem avançado lentamente no terreno e enfrentado forte resistência ucraniana, apesar do tamanho numérico maior de suas forças.

Tais perdas também oferecem um olhar sobre a natureza prolongada e desgastante desse conflito. Fontes especializadas destacam que, entre os anos de 2024 e 2025, as tropas russas só conseguiram avançar **apenas dezenas de metros por dia** em suas ofensivas mais ativas. Esse ritmo lento no campo de batalha reforça a ideia de que os ganhos territoriais têm sido limitados em comparação com o custo humano e material para Moscou.

### Estimativas ucranianas e limitações de dados

Do lado ucraniano, o relatório do CSIS estima que as forças militares também acumularam **entre 500 mil e 600 mil baixas**, incluindo entre **100 mil e 140 mil mortes de combatentes** desde o início da invasão russa. Esses números incluem mortos, feridos e desaparecidos, e refletem a intensidade do confronto em diversos frontes ao longo dos últimos anos.

É importante lembrar, no entanto, que **nenhum dos dois países tem divulgado oficialmente dados confiáveis e atualizados sobre suas perdas militares**, e tanto Moscou quanto Kiev mantêm uma postura restrita sobre esse tipo de informação. A Rússia, por exemplo, refutou as estimativas do CSIS e afirmou que apenas seu Ministério da Defesa pode fornecer números oficiais, apesar de não o ter feito desde 2022\. Já análises independentes e veículos internacionais conseguiram coletar dados que indicam que os números oficiais podem estar sendo subestimados.

### Civis também sofrem

O impacto da guerra não se limita às baixas militares. Organizações internacionais, como a **ONU**, estimam que milhares de civis também morreram ou ficaram feridos ao longo dos últimos anos devido a ataques, bombardeios e destruição de infraestrutura crítica. O custo humano entre a população civil permanece difícil de quantificar com precisão, mas as agências que monitoram o conflito alertam para um sofrimento contínuo, com milhões de pessoas deslocadas interna e externamente em razão dos combates.

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Especialistas apontam que o prolongamento da guerra, combinado com perdas humanas tão significativas, tem transformado o cenário em uma **guerra de atrito**, na qual ambos os lados acumulam baixas sem ganhos territoriais decisivos. A Rússia, maior em tamanho e recursos, enfrenta forte resistência ucraniana apoiada por aliados ocidentais, enquanto Kiev luta para manter suas defesas e recuperar territórios ocupados.

Além disso, o conflito passou por fases distintas desde 2022, com variações táticas, introdução de novas tecnologias militares e envolvimento indireto de países que fornecem armas, treinamento ou suporte logístico a uma das partes. Esses fatores prolongam o combate e elevam o custo humano e material da guerra.

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À medida que o conflito se aproxima de seu **quarto ano completo**, a comunidade internacional continua buscando maneiras de promover negociações de paz ou um cessar-fogo sustentável, embora as perspectivas permaneçam incertas. A magnitude das perdas russas e ucranianas levanta questões sobre a capacidade de ambos os países de sustentar um esforço de guerra prolongado sem consequências profundas para suas sociedades e economias.

O relatório do CSIS, por sua vez, reforça a percepção de que este conflito, além de devastador, tem produzido **uma das maiores contagens de baixas em décadas**, especialmente para a Rússia, cuja força militar histórica nunca havia registrado perdas nesse nível desde a Segunda Guerra Mundial.