Justiça emite mandado de prisão e rapper Oruam é procurado no Rio
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Justiça do Rio emite mandado de prisão contra rapper Oruam depois que tornozeleira eletrônica ficou desligada e dispositivo foi violado repetidas vezes.
O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, é considerado foragido da Justiça desde o início desta semana após a tornozeleira eletrônica que usava ficar desligada desde domingo (1º), em meio a um processo criminal no Rio de Janeiro. A Justiça emitiu um mandado de prisão preventiva contra ele após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogar a liminar que o mantinha em liberdade.
A tornozeleira vinha sendo usada desde o fim de setembro de 2025 como uma das medidas cautelares impostas à Oruam. No entanto, relatórios da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap-RJ) indicaram 66 violações ao monitoramento, muitas delas por descuido no carregamento da bateria e desligamento do aparelho, além de descumprimentos ao recolhimento domiciliário noturno.

Decisão judicial e expedição de mandado
O STJ revogou a liminar que havia permitido que Oruam permanecesse em liberdade, após constatar que as medidas cautelares não estavam sendo cumpridas adequadamente. A decisão de restabelecer a prisão preventiva foi tomada pelo ministro Joel Ilan Paciornik, com base no entendimento de que a constante violação do monitoramento eletrônico demonstrou a insuficiência das cautelares aplicadas para garantir a ordem pública e a efetividade do processo penal.
Com isso, a juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, expediu o mandado de prisão nesta terça-feira (3). A Justiça também apreendeu o passaporte do artista, proibindo-o de deixar o país enquanto o mandado estiver em vigor.
Acusações que motivam a prisão
O processo criminal que envolve Oruam remonta a uma operação policial de 22 de julho de 2025, no bairro do Joá, na zona oeste do Rio de Janeiro. Segundo denúncia do Ministério Público, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, ele e outras pessoas estariam envolvidos em um confronto com policiais civis, que relataram terem sido atingidos por pedras lançadas do andar superior de uma residência. O episódio resultou em acusações de tentativa de homicídio qualificado contra agentes do Estado.

Monitoramento violado e tornozeleira desligada
A tornozeleira eletrônica, que deveria registrar e transmitir a localização e o cumprimento das determinações judiciais, deixou de funcionar quando ficou desligada desde o domingo, o que interrompeu o monitoramento eletrônico. A Seap informou que o dispositivo apresentado falhas repetidas vezes, incluindo a falta de bateria e possível dano eletrônico constatado em perícia, fatores que foram formalmente comunicados ao Judiciário.
Esses registros de violações — considerados graves pelos órgãos de fiscalização — foram determinantes para a Justiça reavaliar as medidas e concluir que o monitoramento cautelar não estava sendo efetivo.
Defesa alega problemas técnicos
A defesa de Oruam afirmou que os problemas no monitoramento teriam origem em falhas técnicas do equipamento, e não em uma intenção deliberada de descumprir as determinações judiciais. Advogados do rapper sustentam que houve degradação do dispositivo e dificuldades de funcionamento, e que a própria Seap reconheceu algumas dessas irregularidades ao trocar o equipamento em dezembro de 2025.
Após a decretação da prisão, a Polícia Civil do Rio de Janeiro intensificou as buscas em diferentes endereços ligados ao artista. Até o momento, Oruam não foi localizado e segue foragido. As autoridades não descartam sua presença em outras regiões do estado ou em locais associados a familiares e conhecidos próximos, e continuam a diligenciar pela sua captura.
O caso segue sob acompanhamento da Justiça e da Polícia Civil, que devem divulgar atualizações sobre o paradeiro do rapper e os desdobramentos do processo penal.
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