Mercado reduz previsão da inflação para 3,97% em 2026, aponta Focus
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Relatório Focus mostra queda na previsão do IPCA em 2026 para 3,97%. Projeções para Selic, PIB e dólar também foram atualizadas.
O mercado financeiro reduziu novamente a estimativa para a inflação oficial do Brasil em 2026. Segundo dados divulgados nesta semana no Relatório Focus, do Banco Central, a projeção para o IPCA caiu para 3,97% no acumulado do ano.
O boletim reúne previsões de bancos, consultorias e instituições do setor financeiro e é considerado um dos principais termômetros de expectativa do mercado sobre o rumo da economia brasileira.

Projeção se aproxima do centro da meta
A nova previsão indica uma inflação mais próxima do alvo perseguido pelo Banco Central. A meta oficial para o IPCA é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Com isso, a projeção atual de 3,97% permanece dentro do intervalo permitido, mas ainda acima do centro da meta.
Selic, PIB e dólar também entram no radar
Além da inflação, o Focus também traz projeções para outros indicadores considerados essenciais:
- Taxa Selic (juros básicos)
- Crescimento do PIB
- Cotação do dólar
Esses números são acompanhados de perto porque influenciam diretamente decisões do governo, do setor produtivo e do consumidor — como crédito, investimentos e preços no comércio.

Por que o mercado revisou a inflação para baixo
Analistas apontam que a redução da expectativa pode estar ligada a uma combinação de fatores, como:
- desaceleração de preços em alguns setores
- impacto da política monetária restritiva dos últimos anos
- comportamento mais estável de commodities e combustíveis
- melhora gradual na leitura do cenário econômico
A tendência de queda nas projeções, porém, não elimina riscos, já que fatores climáticos, variações do dólar e pressões externas podem mudar o cenário ao longo do ano.
O que muda para o consumidor
Para a população, uma inflação menor costuma representar:
- menor perda do poder de compra
- preços mais previsíveis no dia a dia
- melhora no planejamento financeiro
- possibilidade de juros menos pressionados no futuro
Mesmo assim, especialistas reforçam que a inflação real ainda depende do comportamento de preços nos próximos meses.
O Focus é publicado toda semana pelo Banco Central e costuma sofrer ajustes frequentes conforme:
- novos dados do IBGE
- decisões do Copom
- mudanças no cenário global
- movimentações do câmbio e do mercado interno
A tendência atual, com redução na expectativa do IPCA, é vista como um sinal positivo, mas o mercado segue monitorando possíveis pressões que possam reverter o ritmo de queda.
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