Nova liderança da Venezuela propõe anistia e fechamento de centro acusado de tortura

Nova liderança da Venezuela propõe anistia e fechamento de centro acusado de tortura
Imagem Ilustrativa

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Nova liderança venezuelana propõe anistia a presos políticos e fechamento de centro acusado de tortura em meio a tentativa de reconciliação.

A Venezuela voltou ao centro do debate internacional após a nova liderança do país anunciar uma proposta de anistia para presos políticos e o fechamento de um centro de detenção historicamente acusado de tortura. A iniciativa foi apresentada como parte de um esforço para reduzir tensões políticas e iniciar um processo de reconciliação nacional.

O anúncio ocorre em um momento de instabilidade institucional e pressão internacional por mudanças na condução política e nos direitos humanos no país.

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Proposta prevê anistia com limites legais

De acordo com o plano apresentado, a anistia deve beneficiar pessoas presas por crimes ligados a disputas políticas ocorridas nas últimas décadas. No entanto, a medida não incluirá crimes graves, como homicídios, corrupção, tráfico de drogas ou violações severas de direitos humanos.

A proposta será enviada ao Parlamento venezuelano, onde deverá ser debatida antes de entrar em vigor. O discurso oficial destaca a necessidade de restaurar a convivência política e social no país após anos de confrontos.

Fim do Helicoide marca mudança simbólica

Outro ponto central do anúncio foi a intenção de encerrar as atividades do Helicoide, prédio usado por órgãos de inteligência e amplamente citado em denúncias de tortura, prisões arbitrárias e maus-tratos a opositores do regime.

Segundo as autoridades, o local poderá ser transformado em um espaço de uso comunitário, com áreas voltadas a atividades sociais, culturais e esportivas, numa tentativa de ressignificar um dos símbolos mais controversos da repressão estatal no país.

Reações cautelosas da oposição e da sociedade civil

Setores da oposição receberam a proposta com cautela. Embora reconheçam o avanço representado pela anistia, líderes políticos e organizações de direitos humanos defendem que a medida seja ampla, efetiva e acompanhada de garantias jurídicas reais.

Ativistas também alertam para a importância de que o fechamento do centro de detenção não seja apenas simbólico, exigindo transparência sobre o destino dos presos e a responsabilização por abusos cometidos no passado.

O anúncio acontece em meio a um cenário de transição política e forte pressão externa, especialmente de organismos internacionais e governos estrangeiros. Relatórios independentes apontam que centenas de presos políticos ainda permanecem detidos no país.

A proposta de anistia e o encerramento do Helicoide são vistos como passos iniciais, mas insuficientes por si só, para uma normalização plena das relações políticas e institucionais na Venezuela.

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