Pesquisa Quaest: vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro diminui no 2º turno, mas petista segue à frente
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Nova pesquisa indica que Lula ainda lidera no 2º turno, mas vantagem sobre Flávio Bolsonaro caiu para cinco pontos percentuais.
Uma nova rodada da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda lidera hipotéticos cenários de segundo turno das eleições presidenciais de 2026, mas com vantagem menor em relação ao principal adversário testado até agora, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Segundo o levantamento, em um confronto direto entre Lula e Flávio, o presidente atual registra 43% das intenções de voto, enquanto o senador aparece com 38%. O número representa uma redução da diferença entre os dois desde pesquisas anteriores, quando a vantagem de Lula era maior em levantamentos passados.

Redução da vantagem e trajetória da disputa
A diferença de cinco pontos percentuais entre Lula e Flávio está mais estreita do que em levantamentos anteriores feitos pelo mesmo instituto. Em dezembro, por exemplo, Lula tinha margem mais folgada em simulações comparáveis, e a tendência observada ao longo dos primeiros meses de 2026 é de aproximação entre os dois concorrentes.
Esse movimento ocorre em um contexto político em que Flávio Bolsonaro vem crescendo nas intenções de voto em vários cenários testados no primeiro turno da corrida presidencial, enquanto Lula tem registrado oscilações para baixo em algumas projeções. Mesmo assim, o atual presidente ainda figura à frente no segundo turno em todos os cenários simulados pela Quaest.
Cenários mais amplos e outros concorrentes
Além do confronto com Flávio Bolsonaro, a pesquisa também testou outros possíveis embates de segundo turno com nomes de diferentes partidos. Em todos eles, Lula continua liderando, embora com variações nas margens de vantagem.
Por exemplo, frente a Ratinho Junior (PSD), Lula aparece com 43% contra 35% do governador do Paraná, e em simulações com outros nomes da oposição — como Ronaldo Caiado (PSD) ou Romeu Zema (Novo) — o presidente mantém porcentagens superiores, ainda que o nível de vantagem varie conforme o adversário.
Margem de erro e confiança do eleitorado
A pesquisa Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 5 e 9 de fevereiro, com margem de erro de dois pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. Isso significa que, embora Lula esteja numericamente à frente, a proximidade entre os percentuais de intenções de voto entre ele e Flávio Bolsonaro em algumas projeções pode estar dentro do chamado empate técnico.
Especialistas em pesquisas eleitorais costumam ressaltar que oscilações pequenas dentro da margem de erro exigem cautela na interpretação, pois variações pontuais não definem necessariamente uma tendência consolidada.

Perfil do eleitorado e dinâmica eleitoral
Uma possível explicação para a aproximação entre os dois candidatos nas simulações de segundo turno é a evolução das intenções de votos entre eleitores que se declaram independentes ou que não têm ligação partidária clara. Em levantamentos anteriores, Lula liderava com vantagem mais ampla junto a esse grupo, mas pesquisas mais recentes apontam que essa diferença tem se reduzido, o que pode refletir mudanças no cenário político ou no apelo relativo dos candidatos.
Além disso, o levantamento mostrou que a maioria dos entrevistados reconhece a indicação de Flávio Bolsonaro como candidato pelo legado político de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, fato que potencialmente fortaleceu sua presença na disputa e ampliou sua visibilidade entre eleitores que buscam alternativas fora dos grandes partidos tradicionais.
O desempenho de Lula e de Flávio Bolsonaro nas simulações de segundo turno deve continuar sendo monitorado pelas campanhas e analistas ao longo de 2026, especialmente à medida que surgirem novas pesquisas e que nomes de outros partidos entrem ou saiam formalmente da disputa.
A proximidade entre os percentuais também alimenta debates sobre a competitividade da corrida presidencial, a eficácia de estratégias de comunicação dos candidatos e as possíveis coalizões que poderão surgir nos meses que antecedem a eleição.
Apesar da queda na vantagem, a liderança de Lula nos cenários mais amplos reforça que ele ainda é considerado o favorito em várias projeções eleitorais — mas a disputa com o senador Flávio Bolsonaro aparece cada vez mais acirrada.
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