Trump afirma que os EUA usaram “arma secreta” para capturar Nicolás Maduro
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Trump afirma que os EUA usaram arma misteriosa chamada “Discombobulator” na captura de Maduro, mas especialistas questionam o relato.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, causou nova polêmica ao afirmar que uma arma secreta batizada de “Discombobulator”, foi usada pelos militares dos EUA durante a operação que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro no início de janeiro. A declaração foi feita em entrevista ao New York Post.
Segundo Trump, a tecnologia teria sido usada para desativar equipamentos militares venezuelanos, incluindo sistemas de defesa e foguetes de origem russa e chinesa — impedindo que fossem usados contra as forças norte-americanas. Ele afirmou que “não tem permissão para falar sobre isso”, mas ressaltou que os dispositivos fizeram com que dispositivos inimigos “parassem de funcionar”.

O que Trump disse sobre o suposto “Discombobulator”
Trump não forneceu detalhes técnicos sobre a arma, dizendo apenas que o equipamento foi essencial para neutralizar sistemas de defesa e desorientar o pessoal que cercava Maduro. A declaração reacende debates sobre o uso de tecnologias avançadas em operações militares secretas, em um episódio que já gerou tensões diplomáticas e atenção global.
Embora o relato de Trump tenha sido interpretado por alguns como referência a um avançado dispositivo de energia pulsada ou tecnologia acústica inédita, assessores de defesa norte-americanos e especialistas consultados por veículos internacionais sugerem que o presidente pode estar misturando diferentes capacidades tecnológicas existentes em um único nome, sem que a tal arma denominada “Discombobulator” tenha respaldo público ou comprovação técnica clara.
Rumores e relatos não verificados circulam
Nos dias que se seguiram à operação de captura, circulou nas redes sociais e em relatos de testemunhas não verificadas a ideia de que um “dispositivo” teria causado sintomas físicos estranhos — como sangramento nasal e náuseas — entre combatentes venezuelanos. Tais relatos foram amplamente compartilhados por fontes pró-EUA, mas não há confirmação oficial ou evidência médica independente desses efeitos, e podem refletir percepções anedóticas ou interpretações de equipamentos não secretos já conhecidos, como sistemas acústicos de dissuasão.
Especialistas em defesa ouvidos por meios internacionais lembram que tecnologias como guerra eletrônica, ataques cibernéticos e equipamentos acústicos de controle já existem e são usados para desorientar ou confundir tropas, mas nenhum dispositivo comprovado com as características relatadas por Trump foi oficialmente reconhecido.
A afirmação de Trump coloca no centro do debate internacional a questão do uso de tecnologias de guerra não convencionais em operações militares e cria um novo capítulo na complexa relação entre os EUA, a Venezuela e atores globais como Rússia e China. Mesmo sem comprovação independente, a ideia de um “Discombobulator” alimenta especulações sobre o futuro da guerra moderna e o papel das novas tecnologias em conflitos entre Estados.
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