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# UE flexibiliza proibição de carros a combustão após pressão da indústria e Estados-membros
- URL: https://g7.news/ue-flexibiliza-proibicao-de-carros-a-combustao-apos-pressao-da-industria-e-estados-membros/
- Published: 2025-12-17T15:00:39.000Z
- Updated: 2025-12-17T15:00:39.000Z
- Author: Mateus Barreto
- Tags: Carros, #Import 2026-01-06 05:29

UE propõe reduzir meta de emissões para 90%, permitindo híbridos e combustíveis sustentáveis após 2035, em resposta à pressão da indústria automotiva.

A União Europeia está preparando um recuo importante em sua política de mobilidade sustentável ao propor a **flexibilização da proibição de novos carros movidos a gasolina e diesel a partir de 2035**. A mudança ocorre após forte pressão de governos como Alemanha e Itália e da própria indústria automotiva, que enfrentam desafios econômicos e competitivos no mercado global. 

A medida, que ainda precisa ser aprovada pelos Estados-membros e pelo Parlamento Europeu, quebra com o compromisso inicialmente firmado em 2023, que previa a proibição total desses veículos em favor de carros 100% elétricos.

[Governo estuda elevar tarifas de importação em 2026Proposta em análise no Orçamento prevê aumento de tarifas sobre veículos e aço, com potencial de arrecadar até R$ 14 bilhões.![](https://g7.news/content/images/icon/Google-News-Logo-G7-1000x-1-159.png)Portal G7Mateus Barreto![](https://g7.news/content/images/thumbnail/Lula-pede-a-Biden-reuni--o-urgente-do-G20-sobre-vacinas.jpeg)](https://g7.news/governo-avalia-aumento-de-tarifas-de-importacao-para-ampliar-arrecadacao-em-2026/)

### **O que muda**

Em vez de exigir que todos os automóveis vendidos no bloco sejam zero emissão a partir de 2035, a Comissão Europeia propõe agora uma **redução de 90% das emissões de CO₂ em comparação com os níveis de 2021**. Os **10% restantes poderão ser compensados** por meio de práticas como o uso de aço com baixo carbono ou combustíveis sustentáveis, como biocombustíveis e combustíveis sintéticos. 

Na prática, isso significa que fabricantes poderão **continuar vendendo veículos híbridos plug-in, modelos com motores auxiliares e até carros movidos a combustíveis alternativos após 2035**, desde que cumpram requisitos de compensação ambiental. 

### **Por que a UE recuou**

A mudança de estratégia vem após ampla pressão política e econômica. Países como Alemanha, Itália, Polônia e outros argumentaram que a meta original era muito rígida diante da **competitividade dos veículos elétricos de fabricantes chineses e da Tesla**, além de desafios como infraestrutura de recarga ainda insuficiente em algumas regiões.

Montadoras europeias também destacaram que a **demanda por veículos totalmente elétricos está mais baixa do que o esperado**, e que a falta de incentivos e custos altos empurram consumidores para carros híbridos ou convencionais. 

Segundo a divulgação da proposta, a alteração não significa abandonar a transição energética, mas sim adotar uma abordagem **“pragmática” diante dos desafios atuais do setor automotivo**.

### **Reações** 

A proposta gerou **debates acalorados dentro e fora da UE**:

- **Indústria e grupos políticos favoráveis à mudança** argumentam que essa flexibilização **protege empregos** e ajuda fabricantes europeus a manterem competitividade global, especialmente frente à China, onde veículos elétricos têm grande participação de mercado.
- **Ambientalistas e defensores da mobilidade limpa** veem o recuo como um **passo atrás nas metas climáticas da UE**, alertando que reduzir o compromisso pode minar a liderança europeia na transição energética e retardar a adoção de carros elétricos.

Há também vozes críticas dentro de países-membros que pedem que o bloco mantenha ou até endureça metas ambientais, apesar das pressões como o **primeiro-ministro da Espanha, que instou a Comissão Europeia a não enfraquecer a proibição dos motores fósseis**.

![](https://g7.news/content/images/2025/12/pedro-sanchez-e-eleito-primeiro-ministro-da-espanha.jpg)

****Pedro Sánchez - Primeiro Ministro da Espanha**

### **Alguns Impactos** 

Se a proposta for aprovada, **consumidores poderão continuar comprando carros com motores a combustão ou híbridos após 2035**, ampliando as opções no mercado europeu. Analistas dizem que isso pode **reduzir custos de transição** para alguns compradores e **aliviar a pressão sobre fabricantes tradicionais**.

Por outro lado, a decisão pode **diluir os incentivos para acelerar a adoção de veículos elétricos**, retardando investimentos em infraestrutura de recarga e tecnologias limpas, segundo críticos.

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A proposta segue para análise dos governos dos Estados-membros e do Parlamento Europeu. A legislação final pode ainda sofrer alterações antes de ser adotada. Até lá, o debate deve continuar a equilibrar interesses do setor econômico, objetivos ambientais e a evolução tecnológica no setor automotivo.