Estados Unidos propõem novo tratado nuclear com múltiplas potências após fim de acordo com a Rússia

Estados Unidos propõem novo tratado nuclear com múltiplas potências após fim de acordo com a Rússia

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Após expirar acordo com a Rússia, EUA defendem um novo pacto nuclear que inclua China e outras potências para conter proliferação de armas.

Os **Estados Unidos defenderam a criação de um novo pacto de controle de armas nucleares que vá além do tradicional acordo bilateral com a Rússia, incluindo outras potências nucleares como a China, depois que o último tratado entre Washington e Moscou expirou no início de fevereiro de 2026. A proposta foi apresentada em uma conferência global sobre desarmamento e surge em um momento de grande preocupação internacional sobre estabilidade estratégica e risco de uma nova corrida armamentista.

O tratado que expirou é conhecido como New START (Tratado sobre Medidas para a Redução e Limitação de Armas Estratégicas), firmado em 2010 para limitar o número de ogivas e mísseis nucleares entre EUA e Rússia. Sua expiração, em 5 de fevereiro, deixou pela primeira vez em mais de meio século as duas maiores potências nucleares sem restrições formais sobre seus arsenais.

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Proposta americana de pacto mais amplo

Representantes dos EUA afirmaram que, na era atual, um tratado bilateral entre apenas duas nações não é suficiente para controlar a proliferação e a expansão de armas nucleares. Segundo o subsecretário de Estado para Controle de Armas e Segurança Internacional, Thomas DiNanno, os avanços e aumentos nos arsenais, especialmente da China, exigem uma nova arquitetura de acordos que incorpore múltiplas potências nucleares.

DiNanno reforçou que os EUA acreditam que a inclusão de outros países com capacidades nucleares mais fortes — como China, além de Rússia e Estados Unidos — é “necessária para responder às ameaças de hoje”. A proposta surge junto com acusações dos EUA de que a China teria realizado testes nucleares secretos no passado, argumento usado para pressionar Pequim a entrar nas negociações.

Contexto do tratado que expirou

O tratado New START limitava cada lado (EUA e Rússia) a 1.550 ogivas nucleares e cerca de 700 sistemas lançadores, com inspeções e mecanismos de verificação que permitiam maior transparência nas forças estratégicas dos dois países. Sua expiração ocorreu sem um acordo substituto pronto, apesar de propostas anteriores de extensão informal por parte de Moscou.

Sem esse acordo, não há mais limites jurídicos para o crescimento dos arsenais nucleares dos dois países, e organizações internacionais alertam que isso pode aumentar a pressão por uma corrida armamentista renovada entre as principais potências.

Reações internacionais e resistência da China

Enquanto os Estados Unidos defendem a ideia de um tratado multilateral, a China tem resistido a participar de negociações nesse formato, argumentando que possui um arsenal muito menor do que EUA e Rússia e que não deveria ser parte de um acordo concebido historicamente para as duas maiores potências nucleares. Os representantes chineses reiteraram que Pequim manterá sua postura de segurança e responsabilidade no tema, mas não há interesse imediato em sentar-se à mesa com Washington e Moscou sob esses termos.

Força Nuclear Chinesa

Essa resistência complica os esforços de estabelecer um novo acordo mais abrangente. Especialistas alertam que, sem a participação das principais potências nucleares, inclusive China, Índia e outros países com capacidades atômicas, o impacto de qualquer novo tratado pode ser limitado.

O que isso representa no cenário global

A proposta dos EUA de um tratado nuclear com múltiplos países marca uma tentativa de modernizar o regime global de controle de armas, que por décadas esteve centrado em pactos bilaterais entre os maiores arsenais do mundo. A ideia é responder às realidades estratégicas de 2026, em que a proliferação e a expansão nuclear envolvem mais atores e diferentes dinâmicas regionais e tecnológicas.

No entanto, a complexidade de negociar um acordo multilateral — com diferentes interesses geopolíticos, níveis de arsenal e prioridades de segurança — faz com que analistas considerem o processo longo e difícil. A ausência de limites formais imediatos e a falta de consenso entre as principais potências nucleares reforçam o risco de mais instabilidade e competição estratégica no futuro próximo.

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